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56 anos de História, Memória e Paixão

Desde abril de 1970, quando o clube começou a tomar forma, o Atlético vem marcando a vida do torcedor alagoinhense

EM PÉ, da esquerda para a direita: Santana, Jaime, Anselmo, Silvá, Chico, Betí e Jaiminho. AGACHADOS: Merúca, Dilsinho, Olívio, Pombinho e Hélio. - Foto: Arquivo/Fala Gomes
Por José Gomes e Chico Reis
13/12/2025 - 14:49

Recordar é viver – e, no caso do Alagoinhas Atlético Clube, é reviver uma trajetória que atravessou quase seis décadas de alegrias, desafios e conquistas. Desde abril de 1970, quando o clube começou a tomar forma, o Carcará vem marcando a vida do torcedor alagoinhense, enchendo de orgulho cada canto da cidade após vitórias memoráveis.

Na formação inicial o Atlético contou com diversos talentos oriundo do futebol amador, como Anselmo, Meruca, Bettí e Zacarias (hoje saudosos), e Bainha – escreveram as primeiras linhas dessa história. Incorporando se ao elenco, aquele que viria a ser consagrado como o maior jogador alagoinhense da história: José Alberto de Vasconcelos, o inesquecível Dendê - figura com quem também iniciei minha trajetória no clube, privilégio que guardo com muito carinho.

Com o tempo muitos outros atletas da cidade oriundos do futebol amador, reforçaram o elenco, nomes que permanecem vivos na memória do torcedor: Jorge Preto, Gomes, Silvar (Passarinho), Edvaldo (Acarajé), Caribé, Batista, Bil, Paulo Pita, Gilberto (Bebé Chorão), Luizão Severo, Ivan, Paulão, Piauí, Rogerio Aragão, Ninho, Neném, Clodoaldo, Neto, Djalma (Sete Espírito), Charuto, Josemir (Beijoquinha), Rock, Adalício e tantos outros que se misturaram a reforços de fora, como Pompéia, Ênio, Silva Paraíba, Russo, Caroço, Luciano, Tóia, Zé Amaro, Santa Cruz, Né, Zé Alberto, Vado, Fernando, Wilmário, Piolho, Naldo, Welton, Jamiltom, Zé Augusto, Petroleiro e Hélio de Pojuca, este eternizado como o maior lateral-direito da história atleticana. O clube também contou com o trabalho incansável de João Thiago Filho, ex-zagueiro do Bahia, que atuou por décadas como preparador físico, técnico e supervisor.

O primeiro grande feito veio em 1973, quando o Atlético chegou à final do Campeonato Baiano e, após dois empates contra o Bahia, perdendo o título nos pênaltis por 7 a 6. A campanha, porém, consolidou o clube como força emergente no futebol estadual.

Ao longo do tempo, o Carcará viveu oscilações, mas manteve um patrimônio que jamais vacilou: a fidelidade de sua torcida. Essa perseverança se converteu em glória em 2021, e sob o comando do presidente Albino Leite conquistou o título de campeão baiano contra o Bahia de Feira, quebrando uma espera de 51 anos. No ano seguinte, o clube se tornou o único do interior da Bahia a conquistar um bicampeonato estadual consecutivo ao vencer a Jacuipense no Valfredão.

Agora transformado em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), o Atlético inicia um novo ciclo em 2026. O elenco já apresentado conta com nomes conhecidos, como Miller e Kaeffer, além da chegada do experiente Walter, de 36 anos, que tenta repetir o a façanha de Magno Alves em 2021.

Na próxima temporada, o Carcará disputará o Campeonato Baiano, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série D. A extensão do sucesso ainda é incerta, mas a confiança do torcedor, construída ao longo de 56 anos de luta e orgulho, permanece intacta.

O sonho do tricampeonato está vivo - e o Atlético segue pronto para escrever seus próximos capítulos.

QUEM VIVER VERÁ!!!