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CARNEIRÃO: Cartão postal de Alagoinhas há 55 anos

Foto: José Carlos/Alta Pressão Online
Por Belmiro Deusdete
24/01/2026 - 19:17

A populaçao alagoinhense, especialmente o esportista, tem muito a comemorar no dia de hoje.

Foi no dia 24 de janeiro de 1971 que Alagoinhas ganhou a maior obra concebida por um gestor local: o Estádio Antonio Carneiro, marcando a evolução do nosso futebol amador para o profissionalismo.

Naquele domingo, mais de vinte e cinco mil pessoas, daqui e de fora, ficaram maravilhadas com o estádio e com os grandes craques, do Bahia e do Corinthians, especialmente os campeões mundiais Rivelino, Zé Maria e Ado e o treinador Aymoré Moreira.

O espetáculo foi maravilhoso e a vitória do campeão baiano abrilhantou mais ainda aquela tarde inesquecível. O Esporte Clube Bahia ganhou o jogo por 3 x 1, com gols de Carlinhos, Arthur e Sanfilippo, cabendo a Aladim a marcação do único gol do timão paulista. O juiz foi o baiano Jomar Maia e a renda chegou a 230 mil cruzados.

Uma anormalidade da grande festa ficou por conta da expulsão de campo de Rivelino, por reclamação. O Bahia, dirigido pelo paraguaio Fleitas Solich, formou com Renato, Aguiar, Zé Oto, Roberto Rebouças e Amorim; Baiaco e Sousa; Gijo (Benê), Sanfilippo, Carlinhos e Arthur. O Corinthians, do treinador Aymoré Moreira, com Ado, Zé Maria, Ditão, Luis Carlos e Pedrinho; Suingue e Rivelino; Paulo Borges, Ivair, Mirandinha e Aladim.

Alguns detalhes curiosos relacionados ao acontecimento: O primeiro gol do estádio foi marcado no jogo preliminar por Eduardo Muller. O treinador Aymoré Moreira, campeão mundial em 1962, voltou a Alagoinhas em 1984 para treinar a Catuense.

Rivelino foi o primeiro, e único, campeão mundial a ser expulso de campo no Carneirão. O Estádio Antonio Carneiro continua sendo uma das maiores obras públicas do município até os dias atuais, graças à iniciativa arrojada e corajosa do saudoso prefeito Antonio Figueiredo Carneiro, em tempo de poucos recursos municipais.

O estádio só tem o seu nome por insistência dos desportistas de então. Pelo prefeito, o estádio receberia o nome do governador Luiz Viana que ajudou muito na construção, fornecendo recursos. Naquela época, ainda não era proibida a colocação de nomes de pessoas vivas em equipamentos públicos como acontece atualmente.

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