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Belmiro Deusdete recebe medalha Maria Feijó por renovar o jornalismo de Alagoinhas

Foto: Arquivo Pessoal
Por Redação Fala Gomes
10/12/2025 - 22:15

O jornalista Belmiro Deusdete foi agraciado com a medalha Maria Feijó pelos seus 60 anos de atuação na imprensa alagoinhense, em sessão solene da Câmara de Vereadores de Alagoinhas, na noite desta quarta-feira, 10. A homenagem é destinada ao reconhecimento de personalidades que tenham se destacado especialmente na política, nas artes, no trabalho social, na vida acadêmica, incluindo ainda outras áreas de atuação, onde se registre contribuições ao desenvolvimento do município.

Em sua segunda edição, o evento anual partiu da iniciativa da vereadora Jaldice Nunes. Belmiro Deusdete iniciou sua trajetória jornalística em 1963, no serviço de Auto-falante dos empresários FRDias e José Azi, situado na rua Francisco Batista. Em 1965 ingressou no Alagoinhas Jornal, fundado pelo cirurgião dentista Walter Campos em 1957, permanecendo neste importante veículo, que moldou a imprensa local, até seu fechamento definitivo em 2004. Belmiro teve atuação relevante na vida política e social do município, também quando esteve à frente do programa de Rádio Primeira Mão, de 1995 a 2004, na extinta Rádio Emissora de Alagoinhas AM 1240.

Por três décadas, Belmiro promoveu um jornalismo dentro dos padrões da nova imprensa que passou a vigorar mundialmente nos anos 60, atualizando a forma de transmissão de notícias. O comunicador contribuiu de forma constante e decisiva com os avanços da mentalidade e na democratização do debate público da cidade, dando voz a vários segmentos importantes para a vida e o fazer em comum. Notabilizou-se pelo exercício ético da profissão, pelo senso crítico acurado, voltado para justiça e a evolução social, tornando-se alguém que traduzia os anseios de renovação e inovação, balizado por valores humanos fundamentais. Representou a luta por acesso democrático a bens e serviços essenciais em uma sociedade ainda hoje desigual.

Ao receber este prêmio, Belmiro se confessa preocupado com os rumos que vem tomando a comunicação em um mundo tão polarizado, onde se politizam excessivamente as relações e as tornam exacerbadamente pragmáticas. "Nem sei como seria conduzir um programa de rádio e um jornal hoje em dia..."

Maria Feijó (1918-2001) foi uma escritora alagoinhense radicada no Rio de Janeiro e membro da Academia de Letras do Rio de Janeiro. Deixou obras como: Bahia de Todos os Meus Sonhos, 1965, Ramalhete e Trovas, 1958, Perfil da Bahia, 1970, Duas Lendas, 1971, Alecrim do Tabuleiro, 1972 - crônicas, Canto Que Veio, 1974, Quando um Lírio Desabrochava, 1977, crônicas, Pelos Caminhos da Vida, Meu Chão Azul – 1980, Vitrais de Sonhos – 1985, O Pensionato Paraíso das Moças, 1988 – Crônicas, Sinfonia de um Novo Amanhecer, 1990, De Mãos Dadas (Maria Feijó e Marcos C. Loures), 1990, Beduíno dos Sonhos, 1992, A Canção Azul do Tempo, 1998.